ANTI – TEXTO 3, parte 1
Passando por uma sorveteria aqui próxima me lembrei de uma situação descrita pela Dudex no seu recém-falecido blog. Então me ocorreu relatar o mesmo fato mas da ótica masculina, a ótica de alguém que poderia estar observando ambos saindo do virtual para um encontro real.
ANTI-TEXTO CAPITULO XVIII
O primeiro encontro real com uma sujeita virtual
Estava lá então ele, codinome Pedro, e ela, codinome.......Princess Diane ( é bem provável que ela tenha usado algo parecido ).
Eles se encontraram em algumas destas salas de bate-papo, ou icq, ou msn ou ainda num destes sites tipo “a porta da esperança”. Pouco importa a bem da verdade o local mas sim.................que eles te se encontrado.
É bem verdade que por eles morarem a poucas quadras um do outro varias vezes se cruzaram sem ao menos se aperceberem. Na feira de domingo um esbarrão providencial, na padaria a quase disputa pela última baguete ou ainda na caminhada no parque Ibirapuera........hum, que pitéu ( ele )...........uia, como seria com ele ? ( ela ).
Bem, até por morarem perto acharam por bem marcar o encontro em local público e conhecido por ambos na redondeza, Sttupendo. Sorveteria conhecida em Moema por estar sempre cheia, com mesinhas ao ar livre e por ter uma variedade enorme de sorvetes muito menos saborosos que qualquer um da Kibon, por exemplo.
Evidentemente uma dose adicional de adrenalina estava presente em cada um. Afinal ambos tinham se colocado no chat, ou qualquer que tenha sido o local, de maneira hiper descolados, moderníssimos, articuladérrimos, capazes de debater os temas mais variados e sem que tenham trocados fotos............foram pra luta !
Roupas combinadas para tornar possível o encontro numa das providenciais mesinhas colocadas na calçada lá foram eles. Ela estaria vestida de vermelho ( óooooooooooooo, que supresa ! ) e ele de cáqui ( puts, não dava pra ter ficado nas cores básicas? )
Ela, dada sua conhecida ansiedade, chegou bem antes até para poder estacionar o carro e não ter a placa anotada. Além do que lhe parecia confortável observar a caça chegando.
Ele, bem........chegou depois, até porque ela não lhe deu outra alternativa, mas não era para chegar tão depois. Uma hora de atraso.
Ainda que ela critique este fato, estava ali esperando por mais de uma hora. Porque será? Acho até porque ela não tinha lá tantas alternativas, ou talvez porque realmente estivesse interessada no conteúdo que ele havia demonstrado.
Mas veja, a entrada dele foi no mínimo marcante. Chegou de Chevette azul 75 (aliás, pela idade que ela dizia ter não deveria ter reconhecido o carro). Enquanto muitos procuravam se diferenciar com carros caros “tunados”, topetes e cabelos.........ele, Pedro, vem de CHEVETTE. É preciso reconhecer, o cidadão era despojado.
E a nossa Lady in Red então ? Ali, esperando o seu príncipe, aquele que arrebataria seu coração em definitivo, sente o primeiro contra-golpe da vida real..............o tal Pedro tinha um Chevette !
continua........



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